quarta-feira, 24 de junho de 2015

Sarau da Casa do Poeta de Campinas 20 de junho de 2015

Local:  Salão Nobre do ICCT -Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores, às 15:00 horas.



O Sarau foi marcado pela homenagem ao poeta Antonio Lacerda, falecido dia 30 de maio de 2015, que durante anos foi assíduo frequentador de nossos saraus. Sua família esteve presente e no  no decorrer do evento todos os poetas que participaram leram fragmentos de poesias de autoria do homenageado.
   
O poema Palavra de Poeta, de Antonio Lacerda foi lido por seus filhos  Simone, Rose e Emerson,  











A diretora de cerimonial  da Casa do Poeta Sara Valadares, falou sobre a vida dos poetas  Vidal Ramos, membro fundador da Casa do Poeta de Campinas e Roberto Correia, ambos falecidos no mês de junho de 2015.  



Marilsa Pereira Calsavara apresentou a crônica "Mosaico"

Miriam Miatto de Carvalho - Gracias a La Vita


Teco Sead encantou e emocionou  a todos com declamação e interpretação de canções de sua autoria.





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Lucimar - poetisa de Brasília

Vânia Figueiredo

A artista plástica Célia Paulino expôs seus quadros e comentou suas obras e sobre seu trabalho com pintura acadêmica, xilogravura, pintura contemporânea e arte das capas das antologias da Casa do Poeta de Campinas







Célia Paulino com Sara Valadares e Rosana Montero Cappi, que apresentou o Sarau



Célia Paulino com Vicente Montero, presidente do ICCT e Rosana M. Cappi


Tércio Sthal



Sebastião Brandão






O violonista Jaci homenageou Antonio Lacerda


Eunice Rodrigues de Pontes apresentou seu poema  "O Amor"

Filha e neta de Antonio Lacerda com Rosana m Cappi e Vicente Montero



Sara Valadares e Vicente Montero com filha e neta de Antonio Lacerda





José Luiz Pires - Presidente da Casa do Poeta de Campinas 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu hoje em Campinas, o grande poeta Vida Ramos, fundador da Casa do Poeta de Campinas.
Seu corpo está sendo velado no cemitério dos Amarais e seu sepultamento será dia 19 de junho, ás 10:00 horas.

A Casa do Poeta de Campinas, lamenta esta grande perda.

A passagem deste grande poeta nesta vida não foi em vão, pois deixou aqui as  marcas de homem nobre em seus versos, palavras e rimas. Agora está fazendo parte da  Casa dos Poetas lá do Céu.


Vidal Ramos, em sua última participação no Sarau da Casa do Poeta de Campinas 

Casa do Poeta de Campinas no Recital da Abal

Os poetas da Casa do Poeta de Campinas, José Luiz Pires, Eunice Rodrigues de Pontes e Rosana Montero Cappi, se apresentaram  e ofereceram fragmentos poéticos na bandeja ao público presente no Recital da Abal Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos, no recital Encontros
Municias n º  1136, Homenagem ao Dia dos Namorados, 
Apresentaram-se no recital, os cantores Andre Figueiredo ( tenor) e Mayra Terziann ( soprano) e o pianista Alexsander Magno dos Reis. Dia 12 de junho de 2015, às 20 horas no Auditório Carlos Tontoli- Associação Campineira de Imprensa.
Eunice Rodrigues de Pontes apresentou seu poema " Amor"

Rosana Montero Cappi declamou seu poema " Reflexos do Luar" 



José Luiz Pires, declamou seu poema "Manancial de Paixão"


O tenor André Figueiredo, a soprano Mayra Terziann e o pianista Alexsander Magno dos Reis, interpretaram obras de Puccini, Franz Lehar, Johann Strauss Federico Torroba, Carlos Gomes e Giuseppe Verdi

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Distante - Antonio Lacerda ( Homenagem Póstuma)

Poema publicado no, livro "Um Pouco de Nós em Cada Um" 

Antonio Lacerda - falecido em 30/05/2015, um dos mais assíduos poetas da Casa do Poeta de Campinas

Antonio Lacerda, ficará eternizado em seus versos e rimas, pois o homem morre, mas a palavra fica.

Casa do Poeta de Campinas

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A Barca das Lembranças - Rachel dos Santos Dias





Sai a barca barcarola levando a moça rola,
Suavemente a sonhar...
Há neblina, é fria e fina por sobre a plaga
e vaga em seus sonhos
sonhados que são entre os salgueiros.
O sol recém desceu.
Apenas sua luz ainda brilha
Por entre a galharia do arvoredo,
Ledo brilho pela trilha...
Os raros sons da noite soam dissonantes.
A tarde cai difusa e usa a última luz
para iluminar a barca deslizante.
Chorões choram suas folhas dentro d’água
como mágoa de um coração distante.
Fala baixo... A água apenas rumoreja
e veja, nada perturba seu deslizar.
E desliza a barca barcarola
Que embarca a moça rola, sozinha a navegar...
Da barca a madeira estala e fala dos tempos vãos.
Vão-se longe os pensamentos,
ventos que são dentro do tempo
a recordar o que foi.
Apenas tremula a água que arrepia e rodopia
nas ondas que faz o vento,
 lento no seu caminho
sozinho ainda a soprar.
Moça rola cantarola na barca barcarola
canções de amor e saudade...
Passa, passa  “soledade”
E me deixe aqui a cismar.
...o vento me fez sonhar...

Rachel dos Santos Dias



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Simplicidade - Eunice Rodrigues de Pontes


Quero alcançar a simplicidade da natureza 
e a beleza das coisas puras, autênticas e singelas.
Quero o brilho das gotas de orvalho nas verdes folhas
e a suavidade do pôr-do-sol no horizonte se escondendo.

Quero a magia e o encanto da doce brisa que
bate de encontro a meu rosto a sussurrar doces
palavras nem sempre muito compreensíveis...
Quero o azul do infinito oceano e o da imensidão celestial.

Quero as flores na primavera desabrochando, os pássaros
nos galhos sempre cantando, os prados verdejantes, o sol
brilhando seus dourados raios ao amanhecer e a pujante
cascata seu branco véu de noiva suavemente despejando.

Quero a poderosa luz de uma oração,
o profundo silêncio de toda prece, os 
claros e brancos raios de luar e o eterno 
luzir das estrelas no mais alto firmamento.

Quero o encanto dos primeiros passos de criança,
o sorriso num abatido e cansado rosto,
a esperança surgindo no dilacerado peito
e o amor sobrepujando todo tipo de rancor.


Eunice Rodrigues de Pontes



sexta-feira, 15 de maio de 2015

Palavras de Um Poeta - Antonio Lacerda




Poema publicado na Antologia do ICCT - 80 Anos Trabalhando Para Diminuir Diferenças(2014) - 

Eu queria escrever um verso
Um verso que falasse de amor...
Um verso completo de tudo,
Menos tristeza, saudade e dor.

Eu queria escrever um verso
Um verso cheio de calor
Mas não consigo falar outra coisa...
A não ser lágrimas, revoltas e dissabor.

Em quase tudo que escrevo,
Eu sinto vontade de fugir de mim
Pra dar sentido a outro sentido
E levar pra tristeza o fim

E dar um grito de liberdade...
Em vez de um não,
Falar um sim. 



                                                                  Antonio Lacerda