convite sarau de agosto

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quarta-feira, 14 de março de 2001

MARÇO - 2001 - LAÍS e VIDAL

LAÍS  RODRIGUES  DE  LIMA

O  MAIOR  PRÊMIO

Procura dar o mais que tu puderes:
Uma boa palavra, um bom sorriso,
Um gesto de incentivo... o que tu deres
Deves fazê-lo bem, e de improviso.
      Pois todo e qualquer bem que aqui fizeres,
      Com espontaneidade, em bom juizo,
      Seja a crianças, homens ou mulheres,
      Dando-lhes vero amor, quando é preciso,
Fará bater-te à porta, um belo dia,
Com as mãos cheias mesmo de alegria,
Uma senhora rica de bondade,
      Pura, bonita, nobre e enaltecida,
      Para trazer-te um prêmio, nesta vida,
      Vindo em nome do Amor:- Felicidade !...




F.  VIDAL  RAMOS

EU  TE  PERDOO,  AMOR

Eu te perdoo, amor, pelo tormento
em que tornaste a minha triste vida,
abrindo no meu peito atroz ferida,
em meio a um mar de dor e sofrimento...
      Eu te perdoo, amor, pelo momento
      em que fria, insensível e fingida,
      tu transformaste em simples despedida,
      toda a comédia do teu rompimento !
Eu te perdoo, amor, a falsidade,
a mentira, o cinismo e a maldade
que vicejaram deste amor no fim !
      Mas mesmo para a eterna salvação,
      não peças nunca, amada, o meu perdão,
      por teres feito amar-te tanto assim !

sexta-feira, 9 de março de 2001

MARÇO - 2001 - S.LANDINI

SIDNEI  LANDINI

SONETO  19

Acendo outro cigarro, mais fumaça
Espalhando na sala, onde as volutas,
Se desdobram em curvas diminutas,
Parecendo com rastros de quem passa.
      E fazem entre si várias permutas,
      Trocando de lugar com tanta graça,
      Que sugerem, por vezes, uma taça,
      E outras vezes rescaldo de mil lutas.
E, curiosas, se inclinam em respeito,
Num movimento rápido e secreto,
Quase num gesto típico de fé.
      E fico a vê-las desde o canapé,
      Até se dissolverem por completo
      E levarem a calma do meu peito..

quinta-feira, 1 de março de 2001

MARÇO - 2001 - SILAS

SILAS  CAMARGO  ROSEIRA

Á L B U M

Eu quisera expressar-me com mestria
De ser um mago ou escritor de pulso
E, tendo cabedal, num só impulso,
De tesouros este álbum eu encheria.
      Mas como achar em mim tanta magia ?!
      Se os milagres de mim foram expulsos...
      E o meu estilo é feio e tão insulso,
      Como um tolo que apenas balbucia !
Nesta página nunca hei de escrever...
Mas uma coisa tenho pra lhe dar
Que é pura e que perdura até morrer,
      Você não é capaz de adivinhar ?
      Não ? Oh ! então eu vou lhe oferecer:
      O meu amor eterno que é sem par !