sarau de aniversário

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domingo, 3 de dezembro de 2006

DEZEMBRO - 2006 - ARITA

ARITA  DAMASCENO  PETTENÁ

MEUS  OLHOS-MULHER

Meus olhos são aquarelas indefiníveis
De um cismar profundo.
Tenho medo que neles se detenha
O olhar do mundo, indiferente e frio,
Mas se um dia sobre as águas mansas
Do meu doce mar azul
Vier à tona este amor tão puro,
Hei de dizer a todos que me fitam,
Que fui feliz e sempre muito amada,
Porque fui eu mesma em toda a plenitude
Sem me curvar jamais
À mesquinhez dos brutos.

domingo, 5 de novembro de 2006

NOVEMBRO - 2006 - LÚCIA OCTAVIANO

LÚCIA  HELENA  OCTAVIANO

BOLA  DE  SABÃO

Voa, pura, colorida,
Pairando sobre a alegria.
Mal chega, prepara a ida,
Faz-se importante no dia.
      Tão provocante e emotiva,
      Mostra-se um só instante:
      Tão alegre, tão festiva,
      Duração tão inconstante...
Quem já não gostou na vida ?
Quem já não lhe deu seu ar ?
Quem já desprezou sua ida
Sem que sentisse pesar ?
      Fugindo por entre os dedos,
      Escapando pela mão
      Voa, tão livre de medos
      Linda bola de sabão.

sábado, 21 de outubro de 2006

OUTUBRO - 2006 -Placa de Prata


A  CASA  DO  POETA  DE  CAMPINAS
homenageia o Poeta
JOÃO  BAPTISTA  MUNIZ  RIBEIRO
Pelo  presente  que  deu  a  Campinas
como  idealizador  e  fundador  da
entidade  há  10  anos  em  20 de
Outubro  de 1996.
Campinas,  21  de  Outubro  de  2006
Dr.  Durval  Otero  -  Presidente

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Esses foram os dizeres da Placa de Prata recebida por mim, das mãos do Presidente em exercício, o
Dr. Durval Otero.  

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

OUTUBRO - 2006 - LANDINI

SIDNEI  LANDINI

À  JANELA

Já não posso ficar indiferente
Quando a chuva se espalha na vidraça,
Ao meu olhar oferecendo a graça
De um bailado de gotas, indolente.
      E sinto que tem música fremente,
      E cenários, e luz que vem da praça !
      Tem cadência dos passos de quem passa
      Sob a janela, compassadamente...
E passo o tempo,às vezes, distraido,
Vendo as figuras vagas que se formam
Na vidraça incolor desta janela...
      E as figuras que vejo, comovido,
      Impreterivelmemte se transformam
      No sorriso que adorna o rosto dela...

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

SETEMBRO - 2006 - NORMA

NORMA  de  LOURDES  GUIMARÃES  RIBEIRO

S O L I D Ã O

Se pudesse partir para esquecer,
Não mais sentir esta saudade infinda,
Que mesmo junto a ti, eu sinto ainda,
Que aos poucos me consome e faz sofrer.
      Não ver teus olhos verdes, mansos lagos,
      Nem pressentir dourarem teus cabelos,
      Beijados pelo sol, triste é dizê-lo,
      Na carícia sutil de vãos afagos.
Onde andará aquela paz que outrora
Velava a minha vida, mas agora
Abandonou-me na desilusão ?
      Passam-se dias, horas e na espera,
      Meu coração, em vão, se dilacera
      Numa perene e muda solidão...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

AGOSTO - 2006 - LAÍS R. LIMA

LAÍS  RODRIGUES  de  LIMA

QUEM  ÉS  TU,  LEITOR ?

Quem és tu, que não sabes quem és,
De onde vieste e para onde hás de ir,
E, no mundo horroroso em que estás
Não consegues em paz nem dormir ?
      Quem és tu, que andas falto de amor,
      Alegria. saúde e bondade,
      Neste mundo de tanto amargor,
      Presunção, fingimento e maldade ?
Quem és tu, bom leitor, que te sentes
Cá na terra um rebelde exilado,
E com pena dos pobres carentes,
Vives triste, sem fé, revoltado ?
      Quem és tu, que persistes sonhando
      Com um mundo melhor, mais fraterno,
      E a ti mesmo perguntas, curioso:
      - Quem sou eu ? Quem sou eu neste inferno ?

domingo, 9 de julho de 2006

JULHO - 2006 - F.F. de ARAÚJO

FRANCISCO  FERNANDES  DE  ARAÚJO

ROSA  AMARELA

O poeta ama a rosa,
E a transforma em mulher,
Pra cantá-la em verso e prosa,
Namorá-la como quer...
      No jardim de tantas flores,
      Dentre todas a mais bela,
      O maior de meus amores
      É uma rosa amarela...
É de ouro a sua cor,
Rara jóia preciosa,
Nada existe igual à flor,
Se amarela for a rosa...
      Essa rosa é poesia,
      Tem imagem meiga e doce.
      Que me deixa com mania
      Como se eu abelha fosse...







sexta-feira, 7 de julho de 2006

JULHO - 2006 - MARILZA

MARILZA  PEREIRA  CALSAVARA

PRECE  AO  SOL
MEU  AMIGO  SOL

Tu que aqueces o solo com teu calor,
E faz germinar a semente,
És o símbolo da prosperidade,
E da abundância.
      Que a tua luz sempre me ilumine.
      Que o teu brilho me faça sempre brilhar.
      Que o teu calor sempre me aqueça.
      Que a tua força sempre me faça forte.
Que o teu poder se instale em mim.
Que a tua energia circule pelo meu corpo.
Que os benefícios que trazes para a humanidade,
Façam-me benéfico a todos que me cercam.
                     NAMASTÊ !

domingo, 25 de junho de 2006

JUNHO - 2006 - ANANIAS


ANANIAS  BATISTA  FONTES

AOS  PROFESSORES

Ao mestre dedicado e incansável,
À professora amável que te ensina,
Rendamos gratidão inquebrantável
Pela missão que tanto nos fascina.
      Ao longo dos anos, mesmo assim, afável,
      No augusto sacerdócio que domina
      Com paciência e devoção notável,
      O mestre e a mestra têm unção divina.
Avante, professores, no ideal
De semear conhecimento e luz,
Levando pois, verdade por fanal,
      Na caminhada santa, ascencional,
      Em cujos frutos sempre se traduz:
      Missão sublime, nobre, magistral !

quarta-feira, 10 de maio de 2006

MAIO - 2006 - VIDAL


F.  VIDAL  RAMOS

M A R C A S  !

Deixamos tantas marcas nos caminhos
Que percorremos num trilhar de dores,
Quando arrastando a noite de pavores,
Levávamos andores só de espinhos...
      Deixamos tantas marcas nos caminhos
      Na busca inútil de jardins e flores,
      À espera eterna de um viver de amores,
      Na eterna espera de um pisar de arminhos...
Hoje que o tempo se desfaz em nada,
Quando a rosa do ideal, despetalada,
É a derradeira dor que nos restou,
      Quero apagar as marcas do passado,
      Para que um outro alguém, mais abençoado,
      Pise, feliz, onde esta dor pisou...

domingo, 23 de abril de 2006

ABRIL - 2006 - L. BADARÓ

LOURDES  BADARÓ

DONA  SOLIDÃO

Chegou, bem de mansinho, silenciosa
E adentrou, sem convite, em minha vida;
Logo estendeu-me a mão branca e sedosa,
Num gesto de piedade comovida...
      Era pálida, fria e tão formosa,
      Acenou-me, a sorrir, com a paz perdida
      E com uma existência venturosa
      Onde a dor ficaria sem guarida...
Eu que exgotara a taça de amargura,
Longe do amor, sem ter felicidade,
Acreditei na estranha criatura !
      E, fascinada, sem hesitação,
      Aspirando o perfume da saudade,
      Iludida, abracei a Solidão !...

quarta-feira, 15 de março de 2006

MARÇO - 2006 - N. ARDITO

NEI  ARDITO

ROSA  DE  PRATA

Nada mais resta
neste fim de festa.
Apenas a dor sentida
de uma ilusão perdida.
Fim de festa...
Caminho só,
levando o que me resta.
Na mão,
a rosa de prata
que me deste
como prêmio de consolação.
Só, terrivelmente só,
neste fim de festa,
caminho para a porta,
com uma rosa de prata,
um coração ferido,
e uma ilusão já morta.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

FEVEREIRO - 2006 - S. LANDINI


SIDNEI  LANDINI

T R I S T E Z A

Por que, tristeza, agarras com tal tédio
Este pobre infeliz que não sorri ?
Por que não posso ter de um bisturi
E operar-te de mim, como um remédio ?

      Por que me tornas triste num céu nédio,
      Triste, ao ver voejar um colibri,
      Triste, ao ouvir cantar um bem-te-vi,
      Fazendo-me compor, sempre epicédio ?

Tristeza, foge, larga-me de vez,
Afasta-te de mim, como a alvorada
Afasta a noite ao fim da madrugada !

      Tira de mim esta infeliz mudez,
      Deixa-me versejar a vida e tudo;
      Não me deixes morrer, sozinho e mudo !






sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

JANEIRO - 2006 - CAMILO

CAMILO  GUIMARÃES

R E V E R S O

Não é mais a distância que a saudade,
Nem a volta é a renúncia da partida,
Nem o sonho, que foge à realidade,
É mais triste que a própria despedida;
      Nem a mágoa que, às vezes, nos invade
      E faz o pranto concluir a vida,
      Cicatriz que ficou da mocidade
      De uma história de amor inesquecida;
Nem o sabor do beijo que umidece
Uns lábios, de que nunca mais se esquece,
Ou um olhar que em nossa alma se escondeu,
      Mas a certeza, que crucia tanto,
      É ver que a vida, que só foi encanto,
      Perde-se um dia soluçando... adeus !