sábado, 23 de agosto de 2008

AGOSTO - 2008 - GENI


GENI  FUZATO  DAGNONI

FAGULHAS  DE  ESTRELAS

Último alento, luzes, madrugadas,
No escuro azul, silêncio e vibrações,
Neste mundo de estrelas semeadas,
há pássaros noturnos brincalhões.
      Aves lépidas, passeiam, alinhadas,
      Na paz, luz densa com cintilações,
      seculares estrelas elevadas,
      se escondem neste céu, sem direções.
Lá a vista não chega não, que altura !
As fagulhas vagueiam progressivas,
vão estrelas, ao além e, a paz perdura.
      Na imensidão do espaço quase incrível,
      voar, rumo às estrelas seletivas,
      mas, querer alcançá-las, é impossível.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

JULHO - 2008 - EXPEDITO


EXPEDITO  RAMALHO  de  ALENCAR

ESTOU  FELIZ...

Se admiro as flores do caminho
E distingo as multicores que fascinam;
Se as paisagens me despertam a atenção
E me elevam a bons pensamentos;
Se a sensação de beleza me desperta
Um sentimento de satisfação;
Se o mundo me parece cor-de-rosa
E nada me aflige no momento;
Se vejo o lado bom de todo mundo
E a primazia do bem pela vida,

Certamente estou muito feliz !

domingo, 22 de junho de 2008

JUNHO - 2008 - LEVY

FLÁVIO  de  AZEVEDO  LEVY

FUGA  DO  SÉCULO  XXII

Será que num futuro evolutivo
Quando a população tiver foguete,
Astronauta terá seu coletivo
E a flor já não terá seu ramalhete ?
      Ninguém verá os olhos de um amigo
      Porque só andará de capacete,
      E beijo vai ser algo esquecido
      E a carta de amor, simples bilhete ?
Robô será então um confidente
Do homem que mostrar-se descontente
Por ter se deletado o verbo amar.
      E vai tentar fugir deste sistema
      Com um mapa envelhecido de um poema
      Numa viagem intracelular.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

MAIO - 2008 - IVANILDE ALENCAR

IVANILDE  BARACHO  de  ALENCAR

V O C Ê

Você parece uma suave brisa,
Que sobre as flores paira docemente,
Um lindo pôr-do-sol que suaviza,
Um dia de tormenta no poente.
      E parece a manhã que sintetiza,
      Da natureza, o brilho reluzente...
      Tem fluídos da paz, que simboliza
      O bem maior a rodear a gente.
A seu lado, há doce calmaria.
Passam leves as horas e o dia
Transcorre calmo e em suavidade.
      Por isso em sua ausência há só tristeza,
      Envolvem sombras e, nessa aspereza,
      O coração soluça de saudade.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

ABRIL - 2008 - EUNICE

EUNICE  RODRIGUES  de  PONTES

LAÇOS  AFETIVOS

Teus braços quando me enlaçam
formam perfeitos laços de amor.
Tal sentimento no peito cresce
e me emudece porque como se sabe,
um grande amor não precisava de palavras.
Este gesto me enternece como uma prece
ou um doce e mágico enlevo de amor.
Quando me encontro completamente
envolvida por teus abraços, me perco
e me acho novamente em teus braços.

sexta-feira, 21 de março de 2008

MARÇO - 2008 - LÚCIA OCTAVIANO

LÚCIA  HELENA  OCTAVIANO

T E M P O

O tempo passa tão sério
Em ondas de pensamento,
E leva todo o mistério
Que faz tão surdo lamento,
      Quebra os cantares da vida,
      Espalha cores funestas,
      Muda passagem sofrida,
      Desfaz em prantos as festas...
Mas eis que pára um segundo,
E olha o estrago que ele fez,
E se torna para o mundo,
E refaz o que desfez !

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

FEVEREIRO - 2008 - AGENOR


AGENOR  SANTOS  GONÇALVES

LEI  DO  AMOR

Adoro o silêncio destas tardes calmas,
Adoro o sol-poente se pondo de mansinho.
Detesto o retardar de nossas almas,
Detesto as pedras espalhadas no caminho.
      Oh ! Tardes calmas que envolvem a gente
      Num clima misto de paz e aflição;
      Tardes que ferem o coração fremente,
      Num ousado e impossível desejo de união !
Por estas tardes ferinas e cismarentas
Quando me vejo como nuvem tão cinzentas,
É que o amor me retrata como ateu.
      Das verdades, apenas uma me espezinha :
      Na lei de Deus jamais tu serás minha,
      Na lei do amor, eternamente serei teu.