domingo, 27 de dezembro de 2009

DEZEMBRO - 2009 - J.L.PIRES

JOSÉ  LUIZ  PIRES

CAMA  VAZIA

Hoje acordei com saudade de você
Senti o lençol gelado
E um vazio ao meu lado
Bem que poderia estar comigo.
Sentir o meu calor
E eu o seu suor
Quando a Primavera florescer
Vamos brincar e fazer amor.
Se você novamente não aparecer
O que serão das minhas alvoradas
Do amor que juravas ser só meu
Paixão que se perdeu.
Amor que me esqueceu
Hoje não mais sonho airoso
Lembrando-me do seu jeitinho charmoso.

sábado, 19 de dezembro de 2009

DEZEMBRO - 2009 - ENTREGA DA IV COLETÂNEA

               19 de DEZEMBRO, entrega da Coletânea  IV na Academia Campinense de Letras
                                     

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NOVEMBRO - 2009 - J.B.M.RIBEIRO

JOÃO  BAPTISTA  MUNIZ  RIBEIRO

Q U E R O

Quero paz, quero amor, quero ternura,
Quero tudo isso e muitas coisas mais...
E, em grande quantidade, com fartura,
A fé que existe em muitos dos mortais.
      Quero entender o mundo e seus fanais,
      Trocar minha ignorância por cultura,
      Ter n'alma a rutilância dos cristais,
      E um coração repleto de brandura.
Não é por mim que peço tanto e tanto,
É pelo irmão que sofre em cada canto,
As agonias sem saber pedir.
      Eu peço tanto, embora tudo tenha,
      Na espera ardente de que, enfim, me venha
      O sagrado momento de servir !

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

OUTUBRO - 2009 - J.L.PIRES

JOSÉ  LUIZ  PIRES

EMANUEL

Todos os dias bem cedo levanto
Madrugada ainda e sigo o Caminho
Estrelas saindo o sol vêm surgindo
Enchendo de luz o meu coração
      As aves cantando a roseira exalando
      Madrugada ainda e sigo o Caminho
      Num raio de luz Sua face reluz
      Caminhando sigo com meu Jesus
Nas manhãs e nas tardes eu faço oração
Enchendo de paz o meu coração
A fé renasce no meu protetor
Louvando sigo meu Salvador
      Clamo a Deus a todo instante
      Olhando na face do meu semelhante
      Que entre os povos haja união e comunhão
      Louvando ao Senhor com devoção
Na noite repouso o corpo cansado
Madrugada vem vindo e sonho o Caminho
Que meu Protetor alivie essa dor
Sonhando sigo com meu Salvador.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SETEMBRO - 2009 - JOSÉ ROBERTO

JOSÉ  ROBERTO  TEIXEIRA

QUEM  SABE  UM  DIA...

Nos caminhos infindos da poesia
sempre tenho o que falar e o que contar.
Eu alimento minha alma com alegria,
o que passou, passou, não vai voltar.
    Nem sempre o que vivi foi coisa boa
    mas marcou profundamente o meu viver.
    Por isso é que me encontro rindo a toa
    dos banais problemas que me fez sofrer.
Saudades eu sinto, era feliz e não sabia.
Na pura inocência e sem maldade,
quando voltar a ser feliz, quem sabe um dia,
encontrarei a real felicidade.

sábado, 5 de setembro de 2009

SETEMBRO - 2009 - MARLENE

MARLENE  MARIA  GOMES

O  INVISÍVEL

Ah ! Se eu pudesse contar quantas vezes pensei em você
Quantas vezes fiquei em seus braços sem você saber
Quantas vezes chorei
Quantas vezes pronunciei seu nome
Compara-se à areia do mar
É imposível contar
É como os pingos da chuva
É imposível contar
É como as estrelas
É imposível contar
É como o bater de meu coração
Quantas vezes bateu por você !
É como suspirar não sei
Quantas vezes suspirei por você
Isso tudo se resume em amar
Porque amei somente você.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

AGOSTO - 2009 - ARITA

ARITA  DAMASCENO  PETTENÁ

QUANDO  TEUS  OLHOS  ME  FITAM

Quando teus olhos fitam os meus,
na amplidão dos meus desejos,
sinto o toque de teus dedos,
percorrendo o corpo meu.
- Sou tua ! Sou tua !
Grito, entre medrosa e tímida,
enquanto teus braços me enlaçam
em arroubos de ternura,
murmurando aos meus ouvidos :
- Te amo ! Te amo !
Quero-te por inteiro.
Lá fora, entre nuvens peregrinas,
uma lua muito atrevida,
como única testemunha,
a iluminar, entre árvores sem dono,
o espetáculo de amor entre nós dois.
E eu coro, feito ingênua menina,
tentando esconder a nudez dentro da mulher-felina,
que há de existir sempre dentro de mim,
sonhando com o homem de olhos verdes,
que a arrebata do mundo da hipocrisia
para torná-la, para sempre,
senhora das suas horas, do seu agora,
que a hora, mais que nunca,
vai acertando os seus ponteiros
para torná-la, não a escrava
dos caprichos do seu homem
mas a poeta que sonha, dia e noite,
com o seu Menino Grande.