sábado, 6 de fevereiro de 2010

FEVEREIRO - 2010 - AGMON

AGMON  CARLOS  ROSA

PEDACINHO COLORIDO DE SAUDADE, ETERNAMENTE ! 

Queria recolher da vida diária,
algo do seu conteúdo humano,
fruto da convivência que torna
mais bonito, nosso viver cotidiano !
    Olho então ao redor de mim,
    onde vivem os assuntos
    que merecem uma poesia, sim.
    E nessa busca do ocasional,
    a emoção de reencontrar uma velha
    amiga, num flagrante do Carnaval.
Falamos da alegria geral
das marchinhas que todos cantam,
por isso são antigas assim,
mas continuam vivas em nós,
nos pertencem e nos encantam.
    Pierrôs, Colombinas e Arlequins
    não existem mais, não há
    palhaços no salão, confetes, serpentinas,
    lança perfume, fantasia de cetim.
Já não se brinca mais
Carnaval como antigamente.
Mitos, paixões, lirismo e fantasias
são coisas do passado, Confete...
PEDACINHO COLORIDO DE SAUDADE,
ETERNAMENTE !!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

FEVEREIRO - 2010 - PEREIRA dos SANTOS

ANDRÉ  PEREIRA  DOS  SANTOS

ESTRANHA  NOSTALGIA

Em quase todos os lugares
há algo nesta cidade que me fascina.
Eu não sei se são suas velhas ruas,
ou se são suas velhas histórias.
Eu não sei o que me atrai
pra essas velhas esquinas,
pra tentar sentir o seio da velha Campinas.
      Oh ! De onde vem essa estranha nostalgia
      por lugares e pessoas que nunca conheci ?
      De onde vem essa estranha
      vontade de viver o passado,
      de esquecer o agora,
      de lembrar tudo depois
      e viver o outrora ?
De onde vem essas imagens de um mundo antigo,
empoeirado, em preto e branco, esquecido,
longiquo, imortalizado, cheirando a mofo,
perdido em épocas imemoriáveis ?
Ah ! Admirável nova velha vida !
Juventude senil, alma encanecida !
Oh ! O novo nasceu velho !

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

JANEIRO - 2010 - J.B.M.R.

JOÃO  BAPTISTA  MUNIZ  RIBEIRO

RETRATO  DE  CAMPINAS

Campinas, com seus vultos tão brilhantes,
Nas artes, demonstraram seu valor,
Tu és o canto simples dos amantes,
Tu és bênção mais pura do Senhor.
      São lindas as palmeiras verdejantes
      Plantadas pelas mãos do imperador,
      Altivas sentinelas vigilantes,
      Molduras deste céu encantador.
Campinas, tu serás sempre poesia
Pintada com as cores da alegria,
Cantada por coral das andorinhas.
      Campinas dos barões e da riqueza,
      Desde muito não és mais a princesa,
      Porém, a mais formosa das rainhas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

JANEIRO - 2010 - PIRES


JOSÉ  LUIZ  PIRES

MEMÓRIAS  DO  COMÉRCIO  DE  CAMPINAS

Campinas que te adoro,
Campinas que te quero.
Da pobreza de um povo
da riqueza de uns poucos.
Pelo choro e pelo grito de teus filhos
pela pujança do teu povo
que fez e marcou tua passagem pela história,
hoje na vanguarda, teu comércio de tantas glórias.

Campinas que te adoro,
Campinas que te quero,
Nestas fotos quase uma oração,
revelando o que passou
e sustentando o que ruiu.
No branco papel a história emergiu
e que a esta exposição
imponentemente ao SESC coloriu
pelo serviço social do comércio
quem ousou e fotografou
a Campinas de ontem guardou.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

JANEIRO - 2010 - EUNICE


EUNICE  RODRIGUES  DE  PONTES

AUTENTICIDADE

Não preciso de subterfúgio nunhum
para alcançar meus objetivos na vida;
não faço jogo sujo, coisa costumeira
de se ver por aí; não lanço mão de
tal embromação; não preciso de
falsos trunfos escondidos; os meus
são sempre únicos e verdadeiros; não
ajo como vis e indignos embusteiros.

Não preciso provar nada a ninguém; se
precisasse, seria apenas para mim mesma.
Vejo, sinto e percebo tanta desconfiança nas
pessoas que ficam sempre com um pé atrás.
Será por puro ceticismo, ou por já terem sido
por demais enganadas e daí, esse resultado,
já que a consequência é se tornarem, com
certeza verdadeiros gatos escaldados ?

Sei que essa atitude causa espanto e até certa
incredulidade; isso não me surpreende, porém não
tenho necessidade de demonstrar que é verdade.
Se alguém quiser comprovar tal veracidade,
que procure se guiar pela intuição ou percepção.
Não é de meu feitio usar o outro para conseguir
aquilo que almejo; considero tal hábito indigno,
hipócrita e vulgar; algo que realmente abomino.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

JANEIRO - 2010 - MARILZA

 
MARILZA  PEREIRA  CALSAVARA

A S A S

Nas asas da imaginação,
O poeta ganha espaço na imensidão,
Com a força necessária,
Para encontrar os céus, com asas várias.
Alcançar o paraíso, nas asas do perdão.

Nas asas do amor, voar sem rumo,
Sem sentido, sem aprumo...
Como pássaro alado,
No espaço emplumado,
De cores vivas e brilho acetinado.

Oh ! Asas planando,
Que o vento vai levando,
Enquanto a brisa soprando,
Lembra que tem outras asas voando,
Ao infinito chegando...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

JANEIRO - 2010 - ADELINA

ADELINA  CARDOSO  DE  SÁ

OUTONO

O verão já foi embora com as suas chuvas de prata,
Deu lugar para o outono, que chegou de madrugada
Trazendo uma brisa fria e neblina nas baixadas.
    Outono chegou bem forte, deixando pra trás o verão,
    Lá fora as folhas das árvores começam a transformação
    Desprendendo dos seus galhos e esparramando no chão.
Essas folhas amarelas que caem das árvores sozinhas,
São sinais que a natureza trabalha assim todo dia
Fazendo a sua parte para nossa alegria.
    Outono é uma estação que vem após o verão,
    é vizinho do inverno que eu fico a recordar.
    A primavera querida com suas flores coloridas
    perfumando as nossas vidas.
Mas agora é outono, que eu recebo com carinho
essa estação tão bela que troca as folhas das árvores
que já estão amarelas.
    O vento que leva as folhas, trás lembranças para mim,
    Da primavera querida que já está a caminho,
    trazendo as flores mais belas e o cheiro do jasmim.