MARIA THEREZA R. MARCONDES
C O N S E L H O
Menina, seja sincera,
não existe só primavera.
Não tente ser quem não é
pra poder cair em pé.
Você é bonita por fora
mas, vai chegar a hora,
em que todos vão perceber
que nada sabe fazer.
Não estuda nem trabalha.
Na ignorância se espalha,
volúvel e egoista
pensando ser uma artista.
A vida é uma pedra bruta
e é preciso ser astuta
sem levar na brincadeira,
se quiser ser a primeira.
Assim, você se equipara
a uma linda taquara:
Por fora, esbelta, esguia,
por dentro, oca e vazia...
quinta-feira, 17 de julho de 1997
quarta-feira, 25 de junho de 1997
REUNIÃO de JUNHO de 1997 - ACI
JOÃO MARTINS
MEU ETERNO PRESENTE
Querida, a vida passa... envelhecemos juntos,
Somando nossos tédios, nossas alegrias;
Juntos já repassamos um sem-fim de assuntos
E histórias engraçadas de que outrora rias.
Ó minha doce esposa, amante e companheira,
Namorada a fazer-me a senda colorida,
Ao nosso amor doaste a tua vida inteira,
Cada sorriso, cada lágrima, querida !
Parceira minha em tudo que hoje sou e tenho,
Representas-me tanto que dizer nem posso,
Porque falas de um mundo antigo de onde venho.
Mistério oculta a força de um desejo nosso,
Na gratidão imensa que hoje a Deus oferto
Pelo régio presente de te ter tão perto.
MEU ETERNO PRESENTE
Querida, a vida passa... envelhecemos juntos,
Somando nossos tédios, nossas alegrias;
Juntos já repassamos um sem-fim de assuntos
E histórias engraçadas de que outrora rias.
Ó minha doce esposa, amante e companheira,
Namorada a fazer-me a senda colorida,
Ao nosso amor doaste a tua vida inteira,
Cada sorriso, cada lágrima, querida !
Parceira minha em tudo que hoje sou e tenho,
Representas-me tanto que dizer nem posso,
Porque falas de um mundo antigo de onde venho.
Mistério oculta a força de um desejo nosso,
Na gratidão imensa que hoje a Deus oferto
Pelo régio presente de te ter tão perto.
sexta-feira, 20 de junho de 1997
JUNHO - 1997
SIDNEI LANDINI e CAMILO GUIMARÃES
CAMILO GUIMARÃES
JUNTO À LAREIRA
Pensar esparso ao lado da lareira,
Tempo de chama e compensada vida,
Recolher, na memória verdadeira,
A alma dos fatos que se fez sentida.
Reverter todo o encanto da primavera
Sensível forma da paixão vivida,
Tão mais incerta por mais que se queira.
Tão mais real, porque se fez partida.
Sonhar na chama a solidão coesa
Do buscar recolhido da incerteza,
De tudo aquilo que se amou demais.
Pensar que o tempo foi deixar disperso:
O sentimento, na expressão de um verso,
No coração, uma saudade a mais.
CAMILO GUIMARÃES
JUNTO À LAREIRA
Pensar esparso ao lado da lareira,
Tempo de chama e compensada vida,
Recolher, na memória verdadeira,
A alma dos fatos que se fez sentida.
Reverter todo o encanto da primavera
Sensível forma da paixão vivida,
Tão mais incerta por mais que se queira.
Tão mais real, porque se fez partida.
Sonhar na chama a solidão coesa
Do buscar recolhido da incerteza,
De tudo aquilo que se amou demais.
Pensar que o tempo foi deixar disperso:
O sentimento, na expressão de um verso,
No coração, uma saudade a mais.
domingo, 25 de maio de 1997
MAIO - 1997
EMÌLIO ARAÙJO RODRIGUEZ
P I A N O
Já não sei viver
sem tocar o meu piano,
os anos vão passando
e ele é como um mano.
Seus acordes magistrais
me ajudam a viver;
suas teclas são metais
que agitam o meu ser.
Quando soa a melodia
do meu piano colossal,
é como a luz do dia,
faz alegre o festival.
Não há hora que eu não fique
à espera do sinal
de sentar ao meu piano,
e fazer meu carnaval.
P I A N O
Já não sei viver
sem tocar o meu piano,
os anos vão passando
e ele é como um mano.
Seus acordes magistrais
me ajudam a viver;
suas teclas são metais
que agitam o meu ser.
Quando soa a melodia
do meu piano colossal,
é como a luz do dia,
faz alegre o festival.
Não há hora que eu não fique
à espera do sinal
de sentar ao meu piano,
e fazer meu carnaval.
quinta-feira, 15 de maio de 1997
MAIO - 1997
LAÍS GURGEL BENEVENUTO
NÃO MAIS
Não mais o olhar tão carinhoso,
Hoje sou eco apenas do passado,
Sou voz aflita, fugidia,
Dos sonhos, só sobraram fantasias,
Não mais aquela que se via.
NÃO MAIS
Não mais o olhar tão carinhoso,
Não mais tua mão por sobre a minha,
Não mais a confiança que se tinha, Tudo mudou na voz, no doce encanto,
No contemplar da vida que sorria,
No amadurecer do sonho que surgia.Hoje sou eco apenas do passado,
Sou voz aflita, fugidia,
Dos sonhos, só sobraram fantasias,
Não mais aquela que se via.
domingo, 20 de abril de 1997
ABRIL - 1997
SARAH DE OLIVEIRA PASSARELLA
ATÁVICO
Dos lábios encarnados pecam frutos maduros.
Da graça juvenil transborda cristalina água.
Dos olhos reluzentes rolam lágrimas de emoção.
Da fronte reta abrem-se novos caminhos.
Dos pés apressados partem firmes passos.
Das mãos macias se estendem leves gestos.
Da boca entreaberta estalam ardentes beijos.
Do ventre puro vibram desejos mil.
Da face tenra brota a ansiedade rubra.
Dos braços longos cingem apertados abraços.
Do coração palpitante saltita uma menina.
ATÁVICO
Dos lábios encarnados pecam frutos maduros.
Da graça juvenil transborda cristalina água.
Dos olhos reluzentes rolam lágrimas de emoção.
Da fronte reta abrem-se novos caminhos.
Dos pés apressados partem firmes passos.
Das mãos macias se estendem leves gestos.
Da boca entreaberta estalam ardentes beijos.
Do ventre puro vibram desejos mil.
Da face tenra brota a ansiedade rubra.
Dos braços longos cingem apertados abraços.
Do coração palpitante saltita uma menina.
REUNIÃO de ABRIL de 1997
ROBERTO CORRÊA
INQUIETAÇÃO
Onde está a esperança que enleva,
O sonho belo e multicolor da vida,
A alegria pura, inocente e incontida,
A presença que tudo sobreleva ?
Na cruel agitação que a vida espelha,
Onde encontrar a bela paz doirada,
Se a maldade é constante, irreprimida,
E, nos corações ódio se conserva ?
Dias tristes, sombrios, sem amigos,
Dos males aflitivos renegando,
Mas a Deus com insistência implorando.
A angústia, com coração sempre espantando,
Pra longe escorraçando os inimigos,
Feliz vencendo, todos os perigos.
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