quarta-feira, 11 de março de 1998

MARÇO de 1998 - Honório - Sara - Luno

HONÓRIO  CHIMINAZZO

I L U S Ã O

Nesta ilusão, que para mim não finda,
Tudo é ausência neste meu recinto
Mas há esperança de te ver ainda
Para tirar-me a dor que ainda sinto,
      A tua imagem me é tão querida...
      Relembra sonhos de um amor frustrado
      Que poderá reencontrar a vida
      Em mim, que sempre fui teu amado.
Se não se esquece nunca o amor primeiro,
Nem o segundo ficará esquecido !
Quantos tiveram também o terceiro.
      No rubro coração sempre aquecido ?...
      Pois quem amou e foi também amado
      Eternamente há de ser recordado !





SARA  VALADARES  R.  dos  SANTOS

COMPOSIÇÃO

Deem-me papel e lápis
que lhes darei um verso.
Deem-me um sorriso,
que lhes darei uma canção.
Deem-me a calma,
que lhes devolverei a paz.
Deem-me uma semana,
que farei dela, dias eternos.
Deixem-me sozinha,
que farei companhia para o meu silêncio.
Deem-me a palavra,
que preencho o vazio dos muros.
Façam-me confições,
que serei seu segredo.
Toquem-me de mansinho,
que me desnudarei por inteiro.
E, se tudo isso, não for suficiente,
deem-me uma flor,
que farei dela um buquê de amor para a vida.




LUNO  VOLPATO

P R E C E
O sol, além descamba sonolento,
Perdendo-se nas orlas do horizonte.
E as trevas vêm surgindo atrás dos montes
Galgando o manto azul do firmamento.
      Os meus surpresos olhos no alto fito
      E aos poucos, mansamente, qual falua
      Vestida de ouro, vem surgindo a lua
      E avança pelas raias do infinito.
Agora tudo é escuro... a noite é intensa...
Um sentimento místico me invade
Tentando reavivar perdida crença.
      E no silêncio desta hora tão calma
      Levanta-se ante mim a Eternidade
      E a voz de Deus penetra na minh'alma...

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