sexta-feira, 15 de abril de 2005

ABRIL - 2005 - ARITA


ARITA  DAMASCENO  PETTENÁ

EU  QUISERA  SER

Eu quisera ser como a folha que cai
Na tarde que agoniza
Lasciva, fria, indolente
Sem um protesto, sem um lamento
      Eu quisera ser como a rosa perfumada
      Que se desfolha ao sabor do vento
      Deixando em cada pétala que se espalha
      A suave fragrância do seu beijo
Eu quisera ser como a tarde que morre
Nas fímbrias rubras do horizonte
Sem pranto nem funeral de flores
Apenas porque a noite vem
      Eu quisera ser como a criança inocente
      Que chora sentida as palmadas doridas
      E depois sai sorrindo esquecida
      A cantar as delícias do mundo
Eu quisera ser um eu diferente
Sonhar com as coisas do Alto
E sentir em cada instante da vida
A sublime grandeza de Deus !




quinta-feira, 14 de abril de 2005

ABRIL - 2005 - AGENOR

AGENOR  SANTOS  GONÇALVES

AMOR  OU  AMIZADE ?

Durou  talvez uns dez meses,
em dúvidas muitas vezes,
a nossa aproximação.
Um dia sonhei contigo,
nesse sonho meio antigo
desnudei meu coração.
      Telefonei, atendeste,
      senti que me percebeste,
      ouvi tua voz, sorri.
      Entre frases eloquentes
      e palavras comoventes
      meu objetivo atingi.
Deus é quem sabe a verdade,
será amor, amizade
ou repentina paixão ?
- Talvez Ele, com grandeza,
veio mostrar a beleza
de uma feliz união !...

quinta-feira, 10 de março de 2005

MARÇO - 2005 - L. BADARÓ


LOURDES  BADARÓ

MEU  JARDIM

No teu chão eu plantei cadasemente,
Fui jardineiro, artista e sonhador;
Com sonhos adubei a terra quente,
Envolvi, com cuidado, cada flor.

      Transformei-te em refúgio florescente
      Alfombrado, de mágico esplendor,
      Onde perpassa a brisa suavemente
      E o arvoredo me vem falar de amor...

Lindo jardim, recanto ameno e calmo
Que eu adoro e conheço palmo a palmo,
De onde espio passar a minha vida !

      Em teu seio enterrei tantas lembranças,
      Amores que floriram nas andanças,
      Um adeus, uma triste despedida !











quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

FEVEREIRO - 2005 - A. BORBA

ARLINDO  BORBA  de  OLIVEIRA

TROVAS  PATRIÓTICAS

Eu te vejo, minha bandeira,
como um clarão de bonança
e te amarei por inteira
Oh ! Pavilhão da Esperança !
          **********
Bandeira do meu Brasil
que eu amo desde nasci;
quem não te amar será vil,
não merecendo a ti !
          **********
Ver-te no alto da glória
meu Brasil, ainda espero,
a redimir tua História
como a potência que eu quero !

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

JANEIRO - 2005 - BENNY SILVA


BENNY  SILVA

O  ESPELHO  QUEBRADO

Cada rosto que em cacos vê-se imerso
Da alma-espelho, quebrada em seu arcano,
Deve reunir seu interior disperso,
Como pastor do coração humano.
      Uno qual pétalas de rosa, o inverso
      Da dispersão do estranho íntimo insano,
      O homem fora a harmonia do universo,
      Antes de ser do espírito um profano...
Se de imagens uma alma é construída,
Cuja unidade fora dividida,
Busco ser um na minha multidão...
      Qual sol que traz à luz, céus e buracos,
      Desta alma-espelho eu hei unir os cacos
      Pelo amor que é a manhã do coração !

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

DEZEMBRO - 2004 - NEI ARDITO

MARIA Ap. S. NEI  ARDITO

S O L I D àO

Solidão
É caminhar sozinho nos sonhos desfeitos.
É o apagar de luzes no clarão da alma.
É abrir portas e só ouvir o vento
No badalar das horas mortas.
      Solidão
      É partir e trazer vazios.
      É faltar presença da pessoa amada.
      É ouvir respostas com sua própria voz.
Solidão
É sentir ternura
Abraçando o nada...

quinta-feira, 11 de novembro de 2004

NOVEMBRO - 2004 - NORMA de LOURDES

NORMA de LOURDES  G. RIBEIRO

R O S E I R A L

Esta roseira que floriu agora,
Lembra o retrato do que fui outrora,
Alegre, leve, despreocupada,
Mimosa, colorida e perfumada.
      Cada florzinha que se entreabre,
      Num quotidiano e celestial milagre,
      Torna maior a fé que trago em mim,
      Tranforma em paraíso o meu jardim.
Na pinturesca e verdejante esteira,
Roteiro eterno da imortal roseira,
Segue minh'alma a senda reflorida
Buscando ao léu o néctar desta vida,
      Ao contemplá-la em toda a plenitude,
      Sinto findar-se a minha juventude,
      Pois todo o ano a planta reverdece
      E a menina moça é que envelhece...