quarta-feira, 1 de janeiro de 2003
NOSSO BLOG
Este BLOG está cumprindo rigorosamente o estatuto e o
regulamento da CASA DO POETA DE CAMPINAS.
LEIA NO " QUEM SOU EU ".
DIVULGAR POESIAS E INCENTIVAR E ORIENTAR
NOVOS POETAS.
1º de JANEIRO DE 2003.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
DEZEMBRO -2002 - ABRAÇADOS
JOÃO BAPTISTA MUNIZ RIBEIRO
ABRAÇADOS
E o mesmo amor aos netos sempre amados.
E, quando a sós, contlemplo o entardecer,
Eu sinto que ao final deste viver,
Para o céu seguiremos abraçados.
MAURO SAMPAIO
CONFIDÊNCIA
Sou um dos indecisos,
Mais um dos céticos
Ante o Mistério.
E, apesar... curvo-me.
ABRAÇADOS
Enquanto os meus há tempo já estão.
E de alegria vibra o coração,
Que somente colheu felicidade.
Branquejam teus cabelos... é verdade...
E cada fio revela uma emoção,
Uma história de amor, uma paixão,
Que juntos nós lembramos com saudade.
Unidos pelas bênçãos do Senhor
Aos nossos filhos demos tanto amor,E o mesmo amor aos netos sempre amados.
E, quando a sós, contlemplo o entardecer,
Eu sinto que ao final deste viver,
Para o céu seguiremos abraçados.
MAURO SAMPAIO
CONFIDÊNCIA
Sou um dos indecisos,
Mais um dos céticos
Ante o Mistério.
E, apesar... curvo-me.
sábado, 7 de dezembro de 2002
DEZEMBRO - 2002 - S.LANDINI
SIDNEI LANDINI
R E F L O R I R
Que o nosso amor houvesse terminado.
Mas ele é eterno e séculos afora.
Saberemos o quanto nos amamos,
Assim como o soubemos em outra era...
E então, nós dois, como a árvore que enflora,
De mãos dadas, a andar, talvez possamos,
Rever florir de novo a primavera...
R E F L O R I R
Que este drama de dor terá findado,
E que os momentos de ira e de vileza,
Sejam pequenas coisas do passado.
Não mais veremos cenas de aspereza,
Nem tampouco estaremos do outro lado
Sem nos vermos, na simples incertezaQue o nosso amor houvesse terminado.
Mas ele é eterno e séculos afora.
Saberemos o quanto nos amamos,
Assim como o soubemos em outra era...
E então, nós dois, como a árvore que enflora,
De mãos dadas, a andar, talvez possamos,
Rever florir de novo a primavera...
domingo, 10 de novembro de 2002
NOVEMBRO - 2002 - NEI e DURVAL
MARIA AP. SILVA NEI ARDITO
ALMA À DERIVA
Vai, vai minh'alma, embarca neste sonho,
Vai sem leme, soltando-se à deriva,
Tira desse semblante tão tristonho,
Essa dor, essa mágoa ainda viva.
Olvida o que passou... Vai, e navega
Embalada nas ondas da ilusão,
Soçobrando esse amor que ainda cega
No teu imenso mar de solidão,
Retira essa paixão dentro do peito,
Aos ventos solta o que já foi desfeito,
Esquece o que no tempo se perdeu.
Vai minh'alma, veleja em noite calma,
E sonha, pois sonhar é próprio d'alma
E, sonhando, retorna pro meu eu.
DURVAL OTERO
PRESENÇA
ALMA À DERIVA
Vai, vai minh'alma, embarca neste sonho,
Vai sem leme, soltando-se à deriva,
Tira desse semblante tão tristonho,
Essa dor, essa mágoa ainda viva.
Olvida o que passou... Vai, e navega
Embalada nas ondas da ilusão,
Soçobrando esse amor que ainda cega
No teu imenso mar de solidão,
Retira essa paixão dentro do peito,
Aos ventos solta o que já foi desfeito,
Esquece o que no tempo se perdeu.
Vai minh'alma, veleja em noite calma,
E sonha, pois sonhar é próprio d'alma
E, sonhando, retorna pro meu eu.
DURVAL OTERO
PRESENÇA
Depende da personagem...
Se amorosa, forte ou pálida,
Para uma linda abordagem...
Deus divino, onipotente
E Criador do universo.
É presença altipotente
E no mundo incontroverso !
Nesta tensa dor que tenho,
Venho, na Sua presença,
Sem ofensa, com empenho,
Termine esta dor imensa...
sábado, 19 de outubro de 2002
OUTUBBRO - 2002
ANANIAS BATISTA FONTES
O F E R E N D A
Presenteando a ti, este colar,
Que te ofereço com todo este apreço,
Também sempre a minh'alma te ofertar
A ti e, quero a tua, se a mereço.
Assim, ajoelhado ante o altar
Da devoção, do amor, e isso careço,
Pois como correm rios para o mar,
Os rios que possuo te ofereço.
E neste ato que é tão singelo,
Que da amizade tem exato selo,
Espero que agrade, compreendas,
Esta expressão que busca reunir
Dois seres que buscando bom porvir,
Começam com modestas oferendas.
MAURO SAMPAIO
MENTIROSA
Mentirosa.
Olhos verdes são perjuros.
Mas os teus,
Olhos negros - sem mentira, -
São piores que os perjuros.
São impuros !
OUTUBRO - 2002 - PRESIDENTE DE HONRA PERPÉTUO
A CASA DO POETA DE CAMPINAS,
de acordo com o artigo 10º do Estatuto Social, confere ao
poeta JOÃO BAPTISTA MUNIZ RIBEIRO, o título de
Presidente de Honra Perpétuo.
Aprovado por unanimidade pela diretoria e assinado pelo
presidente em exercício Dr. Durval Otero e pela secretária
Sara Valadares Ribeiro dos Santos.
CAMPINAS, 19 de OUTUBRO de 2002.
de acordo com o artigo 10º do Estatuto Social, confere ao
poeta JOÃO BAPTISTA MUNIZ RIBEIRO, o título de
Presidente de Honra Perpétuo.
Aprovado por unanimidade pela diretoria e assinado pelo
presidente em exercício Dr. Durval Otero e pela secretária
Sara Valadares Ribeiro dos Santos.
CAMPINAS, 19 de OUTUBRO de 2002.
quinta-feira, 12 de setembro de 2002
SETEMBRO - 2002 - João Martins
JOÃO MARTINS
Foram coisas que eu nunca Vos pedi
No entanto, me ofertastes com amor
E as tenho, pois com elas já nasci.
Tantas coisas eu tive de valor,
Mas me escaparam, logo eu as perdi;
Como adornos, objetos de decor...
Foram perdas... enganos... mereci.
Detenho-me porém e a Vós recorro,
Por algo pelo qual alegre morro,
E nem Vós, nem ninguém nunca me deu.
Onde eu pudesse enfim dizer : É meu.
Na mente da criança há tais mistérios...
Nem mesmo as mais ousadas teorias,
Vestidas dos propósitos mais sérios,
Fariam-me esquecer aqueles dias.
Mas, foi assim: me lembro, era menino.
Acontecia, como por encanto,
Me achar no mundo que atraía tanto,
De tão alegre, aconchegante e fino.
Todas as noites, o palácio, a lida,
Gente amiga em meus sonhos, bem vestida...
Ela, bela, solava um doce adágio.
Eis que, de súbito, num mau presságio,
O som do violoncelo emudeceu.
Que pesadelo estranho ! Ela morreu...
YEDA LEITE DIAS
UM ESPAÇO APENAS
No entanto, me ofertastes com amor
E as tenho, pois com elas já nasci.
Tantas coisas eu tive de valor,
Mas me escaparam, logo eu as perdi;
Como adornos, objetos de decor...
Foram perdas... enganos... mereci.
Detenho-me porém e a Vós recorro,
Por algo pelo qual alegre morro,
E nem Vós, nem ninguém nunca me deu.
Este pedido franco, aqui Vos faço:
Quisera ter a posse de um espaço,Onde eu pudesse enfim dizer : É meu.
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