segunda-feira, 13 de julho de 2009

JULHO - 2009 - LEVY

FLÁVIO  de  AZEVEDO  LEVY

A  MAR

Levanta, quebra, força e arrebenta,
Eu estarei tranquilo à tua espera
E sabedor de ser uma quimera
Tua forma transformada e violenta.
      Venha ! Que ao dissipar desta tormenta
      Verei a inexistência de uma fera
      E uma paz que sobrevive a guerra
      No fundo de tua face desatenta.
Posso escutar teu coração bramindo
Ao ver minha figura te sorrindo
Nos mandos e desmandos das marés.
      Na praia o nosso encontro vai ser lindo
      A tua força bruta se exaurindo,
      E em arrepio, um beijo nos meus pés !

domingo, 12 de julho de 2009

JULHO - 2009 - MIRIAM MIATTO

MIRIAM  B. de  CARVALHO  MIATTO

CANTIGA  PARA  ARMANDINHO

Meu menino
Vou lhe fazer um poema,
Ou melhor, uma cantiga de ninar:
Durma, durma tranquilo como um anjo,
Durma sorrindo.
Sonhe, sonhe bonito, sonhe menino,
De empinar papagaios de estrelas
Sonhe que é nuvem a se deixar levar pelo vento,
Sonhe de brincar de esconde-esconde com a lua.
Sonhe de correr pelo infinito.
Sonhe que é perilampo ou estrela cadente
A riscar a escuridão do céu.
Sonhe que é pomba branca que vai voando alto
Até pousar nas mãos de Jesus.

domingo, 21 de junho de 2009

JUNHO - 2009 - MARILZA

MARILZA  PEREIRA  CALSAVARA

L Á G R I M A

Escondido numa folha,
encontrei um brilhante a cintilar...
Quando o toquei, ele caiu,
e o pássaro dos sonhos,
levou-o pelas alturas a brilhar,
não consigo reconquistá-lo,
tão longe de mim ficou...
Era uma lágrima cristalizada,
pelo luar do sofrimento,
lágrima sincera e amorosa,
de um eterno amor...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

MAIO - 2009 - J. RODRIGUES

JOSÉ  BENEDITO  RODRIGUES

TEU  OLHAR

Teu olhar e teu sorriso
São como o sol do amanhecer
É tudo que preciso
Para encantar meu viver
      É sonho que se tem sem dormir
      É alegria sublime que se espraia
      Que se recebe sem pedir
      Como as ondas que batem na praia
É calor que se recebe e se dá
No vai e vem de nossa vida
Sem encontrar o motivo que há
Em toda a alegria recebida
      O olhar se desprende e norteia
      Cada momento encantado da idade
      Iluminando tudo que o rodeia
      Com a força imortal da felicidade.

sábado, 25 de abril de 2009

ABRIL - 2009 - J.DRUMOND

JOSÉ  DRUMOND  de  OLIVEIRA

P E C A D O

Insertos em minha alma a tua voz e o riso
Levam meus passos, vão, qual minha estrela-guia,
Moldando o meu destino, a florir toda a via,
Querendo ser à noite o sonho que eu preciso.
    Imagino que vens e qual menino eu friso,
    Carinhoso e com zelo, ansioso, esta alegria.
    Orações já por mim não faço - e quem diria !-
    Construo meu paraíso a partir do teu viso.
Padecendo, a ninar, à noite, a minha insônia,
Esquecido de tudo, absorto em meu caminho,
Gostaria de estar contigo, e só, eu choro.
    Amo-te até dormindo. E na ilusão errônea,
    Amanhecendo o dia, ao despertar sozinho,
    Antes de me lembrar de Deus teu nome eu oro !

quinta-feira, 5 de março de 2009

MARÇO - 2009 - CARIS


CARIS  GARCIA

O  BALANÇO

Jamais deveríamos parar de balançar
As recordações do vento que agitava os cabelos
as cordas que nos faziam tocar o céu
a brincadeira que nos levava de lá para cá.
    Por vezes imaginávamos que quase podíamos voar
    impulsionávamos nosso corpo para frente e para trás
    e pensávamos em como é gostoso apenas balançar
    somos crianças crescidas que apenas esquecemos
    das lembranças divertidas do ato de brincar.
Dormíamos sonhando que no outro dia
o balanço estaria novamente à disposição
corríamos a sentar na madeira colorida
que ficava quase perto do chão
e que estava prestes a balançar
gratuitamente a nos levar
ao encontro do sol, do tempo e do ar.



domingo, 22 de fevereiro de 2009

FEVEREIRO - 2009 - SÍLVIA ROCHA

SÍLVIA  MARIA  ROCHA

AMOR  QUE  ACALMA

Não há necessidade de palavras
É só ficar assim desse jeito.
Lembras quando não falavas
Pousavas a cabeça ao meu peito.
      Caminhavamos lado a lado,
      Eu seguia teus passos
      Tinhas a felicidade encontrado
      No aconchego dos teus braços.
Lembras quando foi embora assim
Eu não consegui entender
Morreu algo dentro de mim
Deixei minha vida se perder.
      Agora te encontro aos prantos
      Sentindo teu mundo desabar
      Vejo o olhar dos meus encantos
      No meio da vida, deixar-se levar.
Veja como a vida joga
Mesmo na dor, te perdoei
Assim terás de volta
Todo amor que eu guardei.
      Agora não digas nada
      Eu sempre sonhei algo assim
      Pousa teu rio de mágoas em mim.