![]() |
| José Luiz Pires |
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
In Memorian de Laiz Rodrigues de Lima - Dulcinéia Marchiori
Tua
aparência foi-se embora para o Além,
Deixando
no meu peito uma saudade imensa,
De
nossa vida amena, boa e sem descrença
No
amor de Deus que certamente nos mantém.
Sofreste
por demais... sei mais do que ninguém...
No
dia-a-dia amargo e rude da sentença,
Sem
reclamar... pensando em Deus que te quer bem
E
já te deu o céu Azul da Recompensa!
Na
minha carne enfrento a voz dos sentimentos:
Lutei,
sofri, gritei, exausta,só e impotente
Perante
o mal que pouco a pouco te abateu.
Mas
o Amor de Deus ainda brilha em nossa mente
Iluminando
agora todos os momentos
De
nosso Amor, que sempre eterno... não morreu
DULCINÉIA
MARCHIORI
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Mãe Autora - Marilza Pereira Calsavara
Mãe
Mãe nos carrega no ventre,
Sente a vida dentro dela,
Nossos movimentos crescendo,
Desconfortos provocando,
Mesmo assim espera silente,
O doce momento...
Em que estivermos em seus braços.
Acalentando-nos em seus seios,
O alimento perfeito recebemos,
Junto dele vem o amor incondicional,
A força de um sentimento,
Que só brota do amor de mãe,
Que sente os nossos lamentos,
E nos aconchega em seus braços
maternos.
Mãe, laços eternos nos une,
Nenhum desacerto nos desune,
Porque aquele que tenta anular esse
amor,
Não tem força suficiente,
Para esse efeito maldoso conseguir,
Porque o amor materno,
Foi criado por Deus que governa o
Universo.
Marilza Pereira Calsavara
terça-feira, 30 de abril de 2013
Índia Fênix - Ana Lúcia Sampaio (Clara Fênix)
Ando
pelas matas
Voo
pelos ares
A
seiva da floresta está impregnada em minhas veias
Misturando-se
a terra
Esvaindo-se
no ar!
Em meu
corpo de gente
Prefiro
voar
Tal
qual um pássaro
Em
minha pintura de guerra
Sigo o
ritmo do coração da terra
Que
chora a falta dos seus
Minhas
lágrimas são gotas da chuva serena
Despedida
do meu irmão
Que
tombou no solo da indignação
Roubaram-nos
o direito de sermos gente
Sou
índia!
Que
traz a noite nos cabelos
No
coração o desejo
Destas
matas sempre preservar
Que a
memória dos meus antepassados
Seja
sempre respeitada
Não
apenas num dezenove de abril
Sou
índia!
Sou
gente!
Tenho
a alma da floresta
Que
todo dia acorda em festa
Para
ao nosso Criador brindar!
Ana
Lúcia Mendes dos Santos Sampaio (Clara Fênix)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Momentos do Sarau da Casa do Poeta - 20/04/2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Liberdade Ainda que Tardia - (1974-1984) Rachel dos Santos Dias
LIBERDADE
AINDA QUE TARDIA”
“Libertas
quae sera tamen” – 1974 (repressão militar)
Não
posso ser dia nem tarde.
Pelo
contrário, estou no tempo
Errado
e preciso viver a liberdade!
Preciso,
afinal, voltar a viver
e entender
Como
é bom, afinal, ser livre!
Poder
falar do que sobeja a alma.
Lutar
pela vida e viver!
Não
perder tempo em controlar o amor,
Não
sofrer, não ter ciúmes,
Poder
ter posse, não ter medo!
Livre
para não me preocupar
Com
a preocupação.
Não
guardar mais nenhum segredo!
Ter
meu tempo, meu espaço, meu quinhão.
Ter
tudo o que é meu, ser minha, afinal.
Não
mais grades e muros,
Lugares
tristes e escuros,
Esperança
em fase terminal!
Não
posso dar o que quero,
Não
posso me dar a quem quero
Não
posso falar o que penso
Sem
medo ou perturbação!
Dar
o dom da fala, o fruto da minha pena,
o
meu olhar que perscruta.
Meus
ouvidos que ouvem mais que o som.
Meu
toque, minha intuição,
meu
afago, meu coração.
Livre
para viver, ir e vir.
Livre
para morrer.
Para
não ter medo de ser livre.
E
poder, enfim, voar para o infinito
E
não mais ficar na pedra da praia
Espalhando
cinzas carpideiras pelos cabelos
A
procurar seixos coloridos que não existem mais...
Silêncio...
Eles estão tristes...
Nem
posso olhar as estrelas
Porque
não estou livre!
Em
fins de Outubro de 1975
“LIBERDADE AINDA QUE TARDIA”
“Libertas quae sera tamen” – 1984
(ABERTURA POLÍTICA)
Meu tempo é a tarde
Que, em tempo, não se fez tarde,
Pelo contrário, está no tempo
Certo e preciso de viver a liberdade!
Livre para entender e saber
Como é bom, afinal, ser livre!
Poder falar do que sobeja a alma.
Lutar pela vida e viver!
Não perder tempo em não amar,
Em sofrer, em ter queixumes,
Em ter posse, em ter medo!
Livre para não me preocupar
Com a preocupação.
Não guardar mais nenhum segredo!
É meu tempo, meu espaço, meu quinhão.
Tudo é meu, sou minha, afinal.
Não mais grades e muros,
Lugares tristes e escuros,
Esperança em fase terminal!
Agora já posso dar o que quero,
Já posso me dar a quem quero
Posso falar o que penso
Sem medo ou perturbação!
Dar o dom da fala, o fruto da minha
pena,
o meu olhar que perscruta.
Meus ouvidos que ouvem mais que o som.
Meu toque, minha intuição,
meu afago, meu coração.
Livre para viver, ir e vir.
Livre para morrer.
Para não ter medo de ser livre.
E poder, enfim, voar para o infinito
E não mais ficar na pedra da praia
Espalhando cinzas carpideiras pelos
cabelos
A procurar seixos coloridos que não
existem mais...
Silêncio... Eles estão livres...
Eles viraram estrelas...
Porque eu estou livre!
| Rachel dos Santos Dias |
domingo, 14 de abril de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)


















