segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Homenagem Póstuma de Agmom Carlos Rosa à Conceição de Arruda Toledo - Falecida em 13/10/2013

Conceição de Arruda Toledo , presença marcante nos Saraus da Casa do Poeta, deixará em nós muita saudade.

LETRAS EM SILÊNCIO
A escritora e jornalista Maria Conceição Arruda Toledo, que havia completado 93 anos no dia 8 deste mês, morreu ontem em Campinas, e seu corpo será enterrado hoje, às 11h, no Cemitério Flamboyant. No final da década de 70, Conceição já tinha casado e criado os seus filhos, mas queria ser mais que uma dona de casa. Em 1977, um grupo de poetas liderados por João Gurgel Júnior e Maria José Cabral Guilhem reuniu-se na casa de Myrian de Nazareth Villela de Queiroz, quando foi fundado o Centro de Poesia e Arte de Campinas. Quem foi a primeira presidente da entidade? Conceição, é claro. Mãe de dois Josés: José Luiz e José Mário, Conceição recebeu os cuidados do primeiro até o final da vida e sentia muita falta do segundo, o escritor J. Toledo. Jota morreu em 2007 e deixou um vazio imenso nas artes e no coração da mãe.
 Conceição presidiu o Centro dePoesia e Arte de Campinas em quatro diferentes biênios. Foi também
presidente da Academia Campinense de Letras. Lia dois jornais por dia e escrevia diariamente. Por muitos anos foi colaboradora do Correio Popular. Publicou mais de mil crônicas e deixou várias obras publicadas.
O filho José Luiz conta que ela teve um breve lapso de memória e depois quebrou a perna. Foi internada nos últimos dias .“Apagou feito uma luz, aos poucos”.
Se DEUS assim me permitir, estarei declamando este meu poema DEUSAS DO OLIMPO nos próximos eventos em Campinas/SP MARIA CONCEIÇÃO DE ARRUDA TOLEDO, uma grande amiga em particular e realmente uma IMORTAL das letras! AGMON CARLOS ROSA, poetamigo.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CRIANÇA - Rosana Montero Cappi



Criança,

Que brinca despreocupada

Chora por quase nada

Se diverte, dá gargalhada

É protegida e muito amada.
 

Criança

Que numa lata de lixo foi jogada

Se torna drogada, vive armada, esfomeada

É desprotegida e revoltada.
 

Criança

Começo ou resultado

Esperança ou sonho despedaçado

Qualquer uma pode ter o espírito transformado

E vir a ser um iluminado.
 

Será que tem jeito

Diante à eminente lei de causa e efeito?

Sendo criança rica, terá caráter nobre?

É certo que tal virtude pode caber muito bem à pobre.
 

Entender essa dualidade

Conseguir mudar a realidade

Criança deveria ser só pureza

Não ter a infância roubada e tristeza.
 

Criança

Doze de outubro é teu dia

No Brasil NªSª Aparecida se reverencia

Seu filho desde menino foi santo

Mãe Maria!

Coloque todas as crianças sob a proteção de teu divino manto.
 
 
 
Rosana Montero Cappi

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Amizade É Assim - Rachel dos Santos Dias




Amizade é assim como um amor restrito,

Que não se expande em caminhos sensuais.

É um sentir tranquilo, santo e bendito,

Com arroubos de carinho eventuais.

 

Mas é também na forma irrestrito

Talvez mais sólido que todos mais.

É sem limite, eterno, infinito,

Fonte pura: não se esgota jamais.

 

Amizade é estar perto, embora longe

E continuar vendo que o outro está ali,

E ter certeza que assim permanecerá.

 

Ter amigo é amar sem sofrimento,

Querer bem com amável sentimento

E saber que eternamente assim será...
 
  
Rachel dos Santos Dias

 


domingo, 22 de setembro de 2013

A Imagem do Amor - Oswaldo Antonio Urban


 
                                                                          Edelweisz, edelweisz
Linda e pequena flor
 Edelweisz,  edelweisz
Brilhas com raro fulgor 
 
Nos abismos dos montes
Escondida em pleno arrebol
Edelweisz, edelweisz
Brilhas mais do que o sol 
 
Edelweisz, edelweisz
Branca e mimosa flor
Edelweisz, edelweisz
És canto e primor  
 
És o mais vivo símbolo
Da saudade no coração
Edelweisz, edelweisz
És conforto e emoção 
 
Edelweisz, edelweisz
Nunca estarás sozinha
Edelweisz, edelweisz
Entre as flores, rainha 
 
Na montanha altaneira
Reinas com divino esplendor
Edelweisz, edelweisz
És a imagem do amor 
 
És a imagem do amor...
 
Oswaldo Antonio Urban
Regente dos Corais Pio XI e Vozes Amigas 
 

sábado, 14 de setembro de 2013

Estrela, Estrela ( Vitor Ramil) - Miriam Brasilino M. de Carvalho


Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se é
No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer
É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei
Que também me vês
Aqui, aqui
Com essa canção.
(Vitor Ramil)
 
Miriam B.M. Carvalho
 
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ver ou Não Ver, Eis a Questão - Tércio Sthal


 
Vi o cego e seu cão guia,
Andando juntos numa via,
O cão não me conhecia,
Mas não latiu, nem me mordeu.

O cego me viu, me reconheceu,
E disse um sonoro bom dia,
Nem sei porque isto se deu,
Estava ele em boa companhia.

O cego não temia o breu,
Pois, na verdade, sabia
Que o seu fiel cão guia
O levaria ao termo seu.

Sabiam qual caminho seguir,
Onde e quando queriam ir.

Noutro ponto alguém que via,
A passear, com seu cão, corria,
O cão rosnava alto e latia,
Os dois sabiam quem era eu.

O cão logo me reconheceu,
Mas seu dono não disse bom dia,
Eu sei que este fato se deu
Pela pressa e pela correria.

O homem parece que não via
Que seu cão se aborreceu,
Que seu cão se entristeceu,
E que seguir a ele não queria.

Arrastado, na corrente, ia
Sofrendo a má companhia.

 
Biografia:
Tércio Sthal, Natural de Tupã, SP, Poeta e Escritor, MBA em Gestão de Pessoas