terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Deixe-me Cansar de Você - Teresa Azevedo




Deixe-me cansar de você
Para que eu não sofra tanto,
De modo que eu me liberte.
Assim serei livre para amar de novo.   

Dê-me a luz dos dias e o luar das noites.
Esquente a minha cama fria
De tantos dias vazia.
De tanto tempo sem par.

Cale meus lábios com seus beijos
E percorra meu corpo com seus dedos,
Com sua mão tão macia.
Dê-me a seiva do seu íntimo. 

Leve-me a lugares outros
Que não meus sonhos loucos
Onde só existe você
Preencha minha mente cálida. 

Seja meu agir a cada instante
De nada frígido ou distante
Crave em mim sua espada nua
E faça-me mais e mais sua. 

Numa cantiga de roda cante-me,
Em um fluir de seu rio me encante.
Cambie meu corpo em seu ventre,
Não seja assim tão prudente. 

Medo de mim jamais tenha
Pois quero apenas lhe amar,
E de tanto amar me cansar.
Deitar na rede de si e bailar. 

Já não suporto mais sentir
A solidão de tal distância.
Compreender-me tão nada em mim
Sem as vampirescas mordidas suas. 

Quando meu sangue já é tão seu somente
Minha saliva seca anseia por sua boca
Minha pele pálida e fria por seus braços
E minha carência por seu peito protetor. 

Dê-me doses maiores
De volúpia e de desejos seus
Faz de mim objeto seu,
Mas não de canto e sim de uso.

Deixe-me cansar de você
Para que eu não sofra tanto...




Teresa Azevedo

                                                                                                              

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Dália e a Margarida ( ou, a derrota da vaidade) - Francisco de Borges



Brigavam por beleza a dália e a margarida
De forma tal acintosas que berravam
E no ardente e tolo embate se rasgavam
Se engalfinhando, ofensoras e ofendidas.

Uma dizia ser a rainha do jardim
Qual nada! A outra dizia, eu quem sou
Era questão, ou melhor, querela sem fim
Que nem sequer a voar viram um beija-flor.

O nobre pássaro dado a galanteador.
Uma hortênsia vê de cima, no esplendor
Que pelas outras sempre fora esquecida.

E a enlaça pelo mel com tal amor
Que nem chegou a perceber a passar mal
Agora as enciumadas dália e margarida.
 
Francisco De Borges
Francisco de Borges

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Doação de Órgãos- Teresa Azevedo



É tempo de entendermos a importância da doação de nossos órgãos e tecidos após nossa morte.
No momento em que nos deparamos com uma tragédia do porte da ocorrida em Santa Maria e compartilhamos da dor de tantas famílias que não só perderam seus jovens, mas os tem internados com queimaduras gravíssimas, necessitando de pele humana para a manutenção de suas vidas, percebemos o quanto nossa atitude em relação a doação de órgãos é primordial.
Acessem:


COMUNIQUE AOS SEUS FAMILIARES SOBRE O SEU DESEJO EM DOAR SEUS ÓRGÃOS E TECIDOS APÓS SUA MORTE! DOE VIDA!




Teresa Azevedo
Membro Efetivo da ANLPPB - Cadeira 06
(Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro)
(55-19)92759014/81569740