segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hino da Casa do Poeta de Campinas- Apresentado no Sarau de Aniversário, em 15/10/2016

               SALVE A CASA DO POETA DE CAMPINAS 
   20 ANOS DE POESIA 
Fundada em 20/10/1996

HINO À CASA DO POETA DE CAMPINAS  
                                     Letra e Música: Laís Rodrigues de Lima 
                                                           Transcrição Reinaldo Cúrcio







VINTE DE OUTUBRO DE NOVENTA E SEIS
É DATA QUE O POETA NÃO ESQUECE
NASCEU NESTA CIDADE UMA ENTIDADE
QUE SÓ LOUVORES DIVINAIS MERECE.

É CASA DE CONVÍVIO ACONCHEGANTE
AMBIENTE DE TERNURA E DE ALEGRIA
POIS TODOS DE MANEIRA CATIVANTE
TEM CHANCES DE DIZER SUA POESIA.

REFRÃO : VIVA A CASA DO POETA
DA POESIA VERDADEIRA
QUE NASCEU PREDESTINADA   BIS
A BRILHAR A VIDA INTEIRA

CASA NASCIDA DA BELEZA E AMOR
QUE TODO BOM POETA TRAZ NO PEITO
E AO LADO DOS POETAS SE REUNEM
PRA TER NA MENTE BOM REAL PROVEITO.

CULTIVA NESTA TERRA SEMPRE O BELO
O BRILHO COM QUE EXISTE TODA GENTE
CANTANDO ESTE SEU HINO TÃO SINGELO
QUEREMOS QUE ELA VIVA ETERNAMENTE.

REFRÃO : VIVA A CASA DO POETA
DA POESIA VERDADEIRA
QUE NASCEU PREDESTINADA   BIS
A BRILHAR A VIDA INTEIRA


O HINO DA CASA DO POETA FOI APRESENTADO NO SARAU DE 15/10/2016 POR
VICENTE MONTERO E REINALDO CÚRCIO


Fábio Renato Villela - Homenagem Póstuma - falecido em 16/10/2016

livro



Poesia Concreta
Cantam os Campos
a Concreta Poesia
do rude asfalto
de só sobressalto;

e se a poeira
apaga as estrelas,
como disse Caetano*,
o verso desenhado
acende o Céu insano;

e se a dura poesia
esquadrinha a realidade,
há que ser ler
uma lirica quadrinha
em cada entrelinha;

e se por ambos e mais um**,
o Parnasiano recolheu-se
à arca do Passado,
há que se saber
que nesse Concreta Via,
ainda se ouve
a Quinta Sinfonia.

* da poética de Caetano Veloso.
** Os irmãos Augusto e Haroldo Campos e Décio Pignatari, criadores do Movimento Concretista. A eles, essa pouca homenagem.

Fabio Renato Villela


Fábio Renato Villela


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CASA DO POETA DE CAMPINAS - 20 ANOS DE POESIA

 

               

                Breve Histórico da Casa do Poeta de Campinas

A Casa do Poeta de Campinas,  idealizada por João Baptista Muniz Ribeiro (presidente de honra perpétuo), foi fundada em 20/10/1996 por poetas consagrados e ícones da cultura campineira, entre eles: Conceição Arruda Toledo; F. Vidal Ramos; João Baptista Muniz Ribeiro; Durval Otero; Norma Guimarães; Arita Damasceno Pettená; Enid B. Pires; Laís R. de Lima e Sérgio Caponi.

A Casa do Poeta de Campinas tem como finalidade divulgar a poesia e incentivar novos poetas. Desde a sua fundação, tem realizando Saraus líteromusicais bimestrais, sempre nos terceiros sábados dos meses pares do ano e certamente tem enriquecido a cultura da cidade de Campinas-SP.

Esses encontros são oportunidades para muitos autores divulgarem seus trabalhos e para o público conhecer os talentos literários da prosa, poesia,  música e das artes plásticas.

Desde 2014, os Saraus são realizados no Salão Nobre do Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores- ICCT. Inicialmente eram realizados na sede da ACI (Associação Campineira de Imprensa), posteriormente na sede da Casa da Banda e depois na Academia Campinense de Letras.

A Casa do Poeta de Campinas já publicou seis Antologias "A Voz da Inspiração", com a participação de poetas, cronistas e artistas plásticos. A 1ª Antologia, organizada pelo Dr. Durval Otero, poeta, advogado, professor, sociólogo e na época presidente da Casa do Poeta, foi publicada em 2003 pela Editora Átomo e a última, lançada em 2014.

O Hino em homenagem à Casa do Poeta de Campinas, foi composto pelo saudoso e membro fundador da entidade,  Laís Rodrigues de Lima.

Agora em 2016, o hino teve a transcrição para a pauta musical elaborada por Reinaldo Cúrcio, que juntamente com o tenor Vicente Montero apresentará o referido hino no sarau de aniversário.  

O blog www.casadopoetacampinas.blogspot.com, é editado por Rosana Montero Cappi e é um veículo para divulgação dos autores. Quem quiser divulgar  suas obras é só enviar para:

casadopoetacampinas@gmail.com


Também estamos no facebook: Casa do Poeta de Campinas  




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016

Sentimento Indecifrável


Não se trata de nostalgia
Nem falta de alegria
É uma estranha sensação
Espécie de emoção
Um arrebatamento
Inédito sentimento
É como estar num ambiente
E sentir-se ausente
Divagando sobre esquecidas lembranças
Com certa constância
Buscando na memória
Circunstâncias de minha  história
Passadas num local inusitado 
Aonde meu espírito possa ter habitado 
Lá, no vazio do infinito
Não existe qualquer conflito
Só a suprema paz.
Mas longa é a jornada
E enquanto sigo a luz apontada
Que me levará de volta ao início da estrada 
Minha alma vai sentindo saudade sem fim   
Do lugar de onde eu vim 
Sente saudade de mim.

Rosana Montero Cappi 



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Amor(es) Teresa Azevedo



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O que posso eu doar senão o que tenho.
De que posso falar senão do que conheço.
O que sentir? Se não experimento.
Amor ou paixão? Quem sabe os dois...
Paixão faz a pele queimar, a cabeça girar, o juízo fugir.
Não mede consequências, nem se exime de culpas póstumas.
Vem com o vento, vai com ele ou resolve voltar.
Não é linha reta, mas pontilhada cheia de picos e vales nos espaços vazios.
Amor é continuidade, alicerce, devoção, âncora que não se solta. 
Não morre com os anos, é cultivado com os dias, perdoa e edifica.
Pode ser ágape, fileo ou eros, pouco importa - é amor.

Teresa Azevedo

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Um Abraço - Roberto Jun


Pode ser que apenas um sorriso,
Vindo juntamente com um abraço.
Transforme o inferno em Paraíso:
Em silêncio? "Sim, sem estardalhaço."

Milhões vivem em solidão completa
Nas ruas, ou, até mesmo na própria casa.
Levam dentro de si a alma inquieta,
Pisam como se pisassem em brasa.

À noite, antes de dormitar oram.
Então, pedem perdão pelos pecados.
Sono que não chega, olhos que choram;
Deixando travesseiros inundados.

Assim, lentamente a noite passa.
Clareia e a rotina recomeça:
Saem cabisbaixos, tristes e sem graça,
Cada qual vai fazendo mais promessa,

Que um milagre venha do espaço 
E lhe dê tão somente um abraço.

Roberto Jun